Mensagem – Auto-Estima

Exercício Resolvido – Calorimetria

Problema:
Um calorímetro está em equilíbrio térmico com 50g de água a 10ºC. Quando 100g de água a 60ºC são introduzidos no calorímetro, o equilíbrio ocorre a 30ºC. Desprezando-se as perdas de calor, qual o equivalente em água do calorímetro?

Resolução:

Vamos chamar Q1 o calor ganhado pelo sistema calorímetro + água a 10ºC e de Q2 o calor cedido pela água a 60ºC:

Q1 = Qcalorímetro + Qágua = mcal.ccal.Δt + mágua.cágua.Δt
Q1 = mcal.ccal.(30 – 10) + 50.1.(30 – 10); como C = mc;
Q1 = 20.Ccal  + 1000

Q2 = Qágua = mágua.cágua.Δt
Q2 = 100.1.(10 – 60) = -5000 cal

Como não há perdas:
Q1 + Q2 = 0
(20.Ccal  + 1000) + (-5000) = 0
20.Ccal  -4000 = 0
20.Ccal  = 4000
Ccal  = 200 cal/ºC

Como 1 caloria é definida como a energia necessária para elevar em 1 ºC a temperatura de 1 grama de água temos que Ccal é o equivalente do calorímetro em água. Nesse caso para corresponde a 200g de água!

Ciclo celular, mitose e meiose

  • Durante sua vida, a célula passa por diversos processos que garantem desde seu crescimento até sua multiplicação. O ciclo celular é basicamente constituído de duas fases principais: Interfase e Período de divisão (mitose ou meiose).
Ciclo celular

Ciclo celular

Interfase

A interfase constitui o intervalo presente entre duas divisões. É através desta fase que a célula cresce, produz energia, sintetiza proteínas e enzimas, além de duplicar o seu DNA, preparando-se para a divisão celular. Para fim de estudos, a interfase é dividida em três unidades ou fase:

  • Fase G1 – Nesta fase a célula acabou de sofrer divisão e perdeu conteúdo citoplasmático e proteico. É aqui que a celular vai produzir a energia e as substancias responsáveis por fazê-la crescer até atingir seu tamanho normal. Chama-se de G graças a palavra inglesa “Gap”, que significa intervalo.
  • Fase S – Depois de crescer o suficiente, a celular precisa começar sua preparação para uma futura divisão. É na fase S que ocorre a duplicação do DNA celular, processo muito importante, já que mantem a distribuição cromossômica do genoma celular constante entre as células mãe e filha. A letra S vem de “Synthesis”, já que aqui ocorre a síntese ou duplicação de DNA.
  • Fase G2 – É o segundo “intervalo” do ciclo vital e precede o processo de divisão. Neste ponto, o DNA já foi totalmente duplicado e a célula está praticamente pronta para se dividir. Aqui ocorre produção de proteínas com pouquíssima intensidade, não representando assim um fator para o crescimento celular, tais proteínas apenas mantêm o metabolismo celular ativo até que a célula se divida e possa retornar ao G1, onde irá crescer novamente.

Existe também em algumas células uma Fase G0. Quando está presente, a fase G0 vem antes mesmo do fim da fase G1, assim a célula cresce um ponto e depois entra num nível estacionário onde se manterá até sua morte. Assim, as celulas que apresentam a fase G0 não sofrem divisão celular e portanto não podem se repor caso morram. Isso acontece com os neurônios, eles são formados pela diferenciação das células-tronco que compõem o embrião. Depois de crescer um pouco, os neurônios cessam o crescimento e passam a manter o seu metabolismo sem, no entanto, sofre crescimento e/ou divisão, pois ficam estacionados em G0.

Depois da interfase, vem o processo de divisão da celular. É esse processo o responsável pela reprodução dos unicelulares e pelo crescimento e formação de gametas nos pluricelulares. As divisões podem ser de dois tipos: Mitose e Meiose. Vamos ver as características e etapas de cada uma?

Mitose

A mitose é o processo de divisão celular onde uma célula origina duas, chamadas células-filhas, idênticas à primeira, chamada célula-mãe. Assim, na mitose o numero de cromossomos é conservado, bem como as características morfo-fisiológicas da célula que se divide. Para melhor ser estudado, o processo de divisão mitótica se divide em 4 fases:

  • Prófase - Nessa fase ocorrem os eventos necessários para a preparação da célula para o processo de segregação das moléculas de DNA, anteriormente duplicado. Durante a prófase haverá o desaparecimento da membrana que reveste o núcleo, a chama carioteca, permitindo ao DNA se espalhar pelo citoplasma. Os centríolos, condutores do processo de divisão, já estão duplicados e migram para os pontos extremos da célula criando entre eles um conjunto de “teias” que irão se “grudar” aos cromossomos pelos seus centríolos para separar as cromátides, essas “teias” são chamadas de fibras e o conjunto das fibras é o fuso mitótico. Por fim, os cromossomos duplicados passam por um intenso processo de espiralização, tornando-se cada vez mais compactos (condensação). Quando totalmente espiralizados podemos perceber, ao microscópio, que cada um dele é formado por duas cromátides (cromátides-irmãs).

  • Metáfase - Nesta fase o processo de espiralização se conclui e os cromossomos se apresentam no ápice da condensação e visibilidade. É aqui também que há a formação da placa equatorial ou placa metafásica, que é a disposição dos cromossomos exatamente no centro (equador) da célula.
  • Anáfase - Depois de dispostos na placa equatorial, o fuso ligado ao centrômero dos cromossomos começam a se contrair, como em um cabo de guerra, cada centríolo puxando para um lado. Assim o centrômero se parte e cada cromátide é arrastada para um polo da celular, reduzindo o numero de moléculas de DNA (duplicado) ao seu numero normal.
  • Telófase - Nesse ponto, os cromossomos já se apresentam segregados nos extremos da célula junto ao seu respectivo centríolo. Teremos agora o desespiralizar das estruturas desfeitas durante a prófase: carioteca e nucléolo. Como já foram separados, os cromossomos já podem desespiralizar e formar a cromatina. O fuso e o acromossoma (fibras que servem de sustentação para o fuso) formados na prófase, agora desaparecem. No fim da telófase acontece a separação da membra em duas, dividindo o citoplasma pela metade e originando duas novas células independentes. A essa separação chamamos citocinese, nos animais ela é centrípeta (de fora para dentro), já nas plantas é centrífuga (de dentro para fora), graças à presença da parede celular externa à membrana.

Meiose

meiose é o processo de divisão celular onde uma célula origina quatro, chamadas células-filhas, diferentes da primeira, chamada célula-mãe. Assim, na meiose o numero de cromossomos é reduzido pela metade. Uma célula diploide (2n) vai gerar quatro células haploides, geralmente gametas sexuais. Existem dois tipos: Meiose I e Meiose II. A primeira é reducional pois vai reduzir o numero de cromossomos pela metade, já a última é equacional pois balanceia a quantidade de moléculas de DNA de cada cromossomo. As duas ocorrem juntas, umas após a outra.

Meiose I

É praticamente igual ao processo de mitose. Assim como nesta, se divide em 4 partes:

  1. Prófase I

    • Leptóteno - Inicio da condensação cromossômica.
    • Zigóteno - Pareamento dos cromossomos que tem forma parecida, ou seja, que apresentam genes para as mesmas características. Chamados de cromossomos homólogos. Esse emparelhamento é conhecido também como sinapse cromossômica.
    • Paquíteno - Como nesta fase os cromossomos estão perfeitamente emparelhados e muito próximos uns dos outros é comum haver a quebra das cromátides e troca de posição entre esses pedaços, sendo unidos logo em seguida, de forma trocada ou permutada. Esse fenômeno é conhecido como permuta ou crossing-over.
    • Diploteno - Inicia-se a separação dos homólogos, entretanto quando há crossing-over, as cromátides irmãs dos homólogos formam uma estrutura em forma de X na interseção dos seus braços, onde ocorreu a troca. Essa estrutura é chamada de quiasma. O quiasma é, portanto, uma evidência da ocorrência da permuta.
    • Diacinese - Marca o térmico no processo de prófase I. Aqui, assim como na Prófase da mitose, a carioteca e nucléolo já desapareceram, além de terem sido formados o fuso e o acrossoma. Mas, os quiasmas entre os homólogos não são desfeitos ainda.

     

  2. Metáfase I - Assim como na mitose, haverá a formação da placa equatorial. Porém, uma grande diferença é que na mitose os cromossomos se apresentavam sozinhos na placa equatorial. Aqui, na meiose, eles se apresentam em pares e ainda com os quiasmas formados durante a prófase I. Nesse caso as fibras dos fusos não vão se ligar a cada uma das cromátides, mas sim a cada um dos homólogos.
  3. Anáfase I - Os centríolos começam a contrair as fibras do fuso puxando os homólogos cada um para um lado. Com a força de separação os quiasmas começam a ser desfeitos graças ao afastamento dos cromossomos até que ficam muito longe e as cromátides quiasmais se desjuntam completamente.
  4.  Telófase I - Reaparecimento das cariotecas e nucléolos, desespiralização dos cromossomos e desaparecimento do fusco e do acromossoma. Processo de citocinese segrega as duas novas células, agora haploides mas com cromossomos ainda publicados, já que temos 2 cromátides para cada cromossomo. Para balancear o número de cromátides, as novas células vão passar pelo segundo processo de meiose: a Meiose II. 

Entre as duas meioses existe um período chamado de intercinese.

Meiose II

O processo da meiose II é praticamente igual ao processo de mitose. A diferença que se deve destacar é apenas o nome, o que antes seria Prófase, chamaremos aqui de Prófase II, e assim sucessivamente, mas o processo em si é idêntico.

Podemos, para melhor aprendizado, exemplificar todo o processo por meio de um vídeo simulando ambas divisões celulares:
www.youtube.com/watch?v=F3mjDCCW_cU

Como funciona: Reator nuclear

Aproveitando o embalo dos acidentes nucleares de Fukushima bem como a ressurgência das discussões a cerca da energia nuclear, vou publicar um artigo sobre como funcionam os reatores nucleares e sobre o acidente ocorrido na cidade japonesa. Artigo retirado do blog Química para o ENEM, todos os direitos reservados. Clique na imagem para ampliar!

Exercício Resolvido – MRUV

Exercício:

Um automóvel desenvolvia, numa trajetória retilínea, velocidade constante de 90 km/h quando foi freado uniformemente. Ele percorreu, então, 20 metros nos dois últimos segundos antes de parar.

O tempo total gasto, desde a freada até parar, em segundos foi

a) 2,5

b) 3,0

c) 3,5

d) 4,0

e) 5,0

 

 

Resolução:

Para revolver a questão, vamos considerar o esquema a seguir:
- O carro desenvolvia uma velocidade constante e retilínea (MRU) até um instante onde ele começa a ser freiado, a partir desse instante (chamaremos ti) o carro entra em MRUV com velocidade inicial de 90km/h (Vi = 90Km/h) até parar (V = 0).
- Nos dois ultimos segundos temos que ele anda 20 metros antes de parar. Então se considerarmos t, o tempo em o carro para (V = 0), no tempo t-2 o carro tinha uma velocidade V’. Como a acelaração é constante durante todo o percurso, então a aceleração no intervalo de tempo entre t-2 e t é igual para todo o movimento.

Considerando a ultima a afirmação, vamos usar a equação do espaço:
S = Si + Vit + at²/2

Rearrumando temos:
S – Si = Vit + at²/2

Como ΔS = S – Si, então:
ΔS = Vit + at²/2 ; já nos ultimos dois segundos (Δt = 2), o carro variou 20m de espaço:
20 = 2V’ + a(2)²/2
20 = 2V’ + 4a/2
20 = 2V’ + 2a
V’ + a = 10

Agora vamos usar a equação da velocidade:
V = Vi + at
Como o carro saiu de um velocidade V’ no tempo t-2 para V = 0 (parou) no tempot, então:
0 = V’ + 2a
V’ = -2a

Fazendo a substituição na equação anterior:
V’ + a = 10; então:
-2a + a = 10
a = -10 m/s²;

Achamos a aceleração do móvel entre os tempos t-2 e t, mas como o movimento é uniformemente variado, a aceleração é constante durante todo o percurso, assim podemos aplicar a equação da velocidade para todo o trajeto:
V = Vi + at
Lembre que a velocidade incial (Vi = 90 Km/h) precisa ser convertida para m/s, dividindo-a por 3.6, Vi = 90/3.6 = 25 m/s. Como o corpo para ao final: V = 0.
0 = 25 – 10t
-10t = -25
t = 25/10 = 2.5 s

Portanto a resposta é a letra A

Exercício Resolvido – Cinemática

Questão

Um trem, com velocidade constante de 40,0km/h e 250m de comprimento, ultrapassa um outro trem com 200 m de comprimento, que se movimenta em sentido contrario com velocidade de 50,0 km/h, constante.

Assim, de acordo com essa informação, o intervalo de tempo da ultrapassagem de um trem pelo outro, em segundos, é igual a

A) 15

B) 18

C) 25

D) 30

E) 40

 

 

Resolução:

A questão pode ser facilmente resolvida usando o conceito de velocidade relativa, veja:

Por definição V = S/t, no seu caso a velocidade corresponde à velocidade relativa a um observador em repouso. Como os dois trens estão em mesma direção e sentidos opostos então:

Vrel = Va + Vb = 40 + 50 = 90 km/h

Como ele usa o metro como unidade de espaço, precisaremos converter a unidade de Vrel para m/s, dividindo seu valor por 3.6, assim: Vrel = 90/3.6 = 25 m/s

O espaço de ultrapassagem corresponde à distância entre os trêns somado ao tamanho de cada um deles, já que a ultrapassagem só se efetiva quando o fundo de um trem fica na mesma posição que o fundo do outro. Como ele não citou na questão que os trens estivessem distantes antes a ultrapassagem, consideramos que o espaço que será percorrido é unicamente a soma do tamanho dos móveis. Dessa forma temos que:
S = 250 + 200 = 450m

Aplicando-se a formula de definição da velocidade:
V = S/t
25 = 450/t
t = 450/25
t = 18 s

A resposta da questão seria então a letra B.

A formação socio-cultural do crime

Mesmo após séculos de existência, o meio social nunca chegou nem perto de acabar com a violência e com a criminalidade. É pela incapacidade de combater tais delitos que eles crescem e se multiplicam em proporções assustadoras, mesmo diante do desejo de combatê-los vindo das mais diversas classes sociais. Juntamente à falta de oportunidade, a marginalização expressa pela indiferença das classes médias e alta propicia o desvio dos valores éticos e morais dos cidadãos menos abastados. É por meio da marginalização social, e até mesmo econômica, que as classes mais periféricas tornam-se suscetíveis ao envolvimento com a criminalidade e com as drogas, o que aumenta ainda mais a violência e a frequência dos crimes cometidos.

   

Foto - publicidade anti-violência

Embora a sociedade tenha grande parcela de culpa na supressão das classes mais baixas, o marginalizado não torna-se só por isso um marginal. O processo de construção social é derivado de diversos fatores atuantes na vida daquela pessoa, e não só da sua posição perante o meio social. Um fator que influência muito nesse processo é a educação e as oportunidades ofertadas a cada indivíduo. Além disso, há ainda a presença do meio físico e habitacional: uma criança que cresce convivendo numa favela com a violência, o tráfico de drogas, as prisões, tiroteios, falta de infra-estrutura, educação inadequada; essa criança tem altíssima probabilidade de se envolver com crimes e meio violento, pois nele foi criada. É necessário para isso que a gestão governamental invista na criação de projetos sociais, para melhoria de infraestrutura e da educação, e que a sociedade cobre e fiscalize tais projetos para garantir seu pleno funcionamento. É a união da sociedade e estado uma ferramenta importantíssima para acabar com esse vetor de proliferação da criminalidade.

Outro meio de disseminação da violência é através do tráfico e venda de drogas. A ação patológica da droga causa no viciado a necessidade de ser ingerida pelo seu organismo frequentemente e sempre em maiores doses. Por serem ilegais, os custos de produção e transporte são altos e acabam encarecendo o produto final. A manutenção do vício tornar-se um processo caro e isso acaba repercutindo diretamente nos índices de assaltos e roubos. Os crimes são portanto a fonte de renda, ou ainda, os alimentadores de necessidade compulsiva do viciado em consumir a droga. Neste caso, é muito mais difícil achar uma solução definitiva para o problema. No entanto, solidificar a fiscalização dos pontos de venda e investir no policiamento das áreas de risco são pontos-chave para a redução da criminalidade associada a esse processo. A conscientização da população, principalmente nas escola com apoio dos pais, sobre os riscos e consequências do uso e venda de drogas é também um ponto central no combate às drogas, bem como aos crimes a elas associados.

Nota-se que em todo caso, o combate ao crime (organizado ou não) depende fundamentalmente da associação entre o poder público e o apoio da população. Mudar, porém, um processo enraizado na formação cultural do cidadão é um processo lento e progressivo, não há como conseguir resultados do dia para a noite. Ainda sim, a criação de projetos para a recuperação de viciados, no caso das drogas, ou de qualificação profissional, no caso da falta de oportunidade, são meios eficazes para reduzir brutalmente as taxas de crimes. É necessária também que haja vontade de mudança por parte da população, pois é o povo quem faz a história de sua nação.

Índice de roubos e furtos no Brasil (e por região) em 2009.

Prova Brasil: Uma prova da falta de respeito!

Divulgação da Prova Brasil

A Prova Brasil foi uma prova criada pelo ministério da educação (MEC) para avaliar o rendimento do sistema educacional público e privado brasileiro. A taxas divulgadas todos os anos pelo governo são utilizadas para imprimir junto à população uma falsa concepção de que o sistema educacional do Brasil cresce e se desenvolve às mil maravilhas. Acontece que em um país marcado pela corrupção e pelo descrédito político-social fica muito difícil acreditar que tais dados representem a nossa realidade.

Com a criação e divulgação do IDEB (Índice de desenvolvimento escolar brasileiro), o setor educacional do Brasil, principalmente o público, começou a melhorar de nível de forma considerável nos últimos anos. De acordo esses dados, o nível de rendimento escolar chegou perto da média 4 ano passado, sendo 6 considerada a média dos países desenvolvidos. Acontece que esses dados não passam de uma nova forma de alienar e confortar a população e não representando assim o que realmente acontece na nossa sociedade.

Como estudante do terceiro ano do ensino médio, hoje a Prova Brasil foi  aplicada na instituição onde estudo. Ou melhor, ela não foi aplicada! Ao chegar na escola, aguardamos na sala de aula até as 8:00h quando deveria ser iniciada a aplicação da prova. Chegado o horário, a fiscal começou a distribuir as provas por ordem alfabética e, incrivelmente, ao chegar na letra L as provas destinadas ao colégio simplesmente acabaram. Dos quase 80 alunos da minha classe, pouco mais de 40 alunos receberam a prova. A fiscal ligou para a coordenação e depois de muita conversa e bate boca, ela nos disse na “cara-de-pau” que quem não tivesse recebido a prova deveria ir para casa, “Infelizmente”. O engraçado é que as provas são confeccionada com o nome dos alunos e que o MEC tem a lista do censo escolar do qual todos os alunos da escola fazem, ou deveriam fazer, parte.

Como é possível que a prova possa medir o rendimento escolar do Brasil se ela não chegou nem a 60% dos alunos de uma única escola? O sentimento de revolta toma conta quando você percebe que teve que sair cedo de casa, perder um dia de aula e sofrer o estresse decorrente do transporte para fazer uma prova a qual esqueceram de você. Fiquei achando que nossa cidade não fizesse parte do Brasil. E como o MEC justifica isso? Já não bastava o escândalo com o ENEM no ano passado e, mais uma vez, o vazamento de questões esse ano? Como é possível dizer que o sistema de educação do nosso país está melhorando se cada vez mais temos problemas com esses tipos de prova?

E você o que acha? Queremos saber sua opinião. Deixe um comentário!

Paixão nacional: Futebol e Corrupção

Copa 2014Rui Barbosa, conhecido político do começo do século XX, criticou categoricamente a corrupção no Brasil: “Haverá o dia em que os brasileiros sentiram vergonha de serem honestos”. Quase 90 anos depois de sua morte, sentimos que esse dia chegou. Assim como Rui previu, hoje em dia as pessoas tem vergonha e mesmo receio de agir honestamente. E se engana quem pensa que a corrupção somente está presente da política. Infelizmente este estilo de vida tornou-se um hábito na nossa sociedade.

Mesmo sendo fruto de uma bagagem colonial, o hábito de tirar vantagens de tudo e todos permanece vivo até hoje. Vale ressaltar, porém, que o contexto em que vivemos é muito diferente do contexto de 400 anos atrás e que o motivo histórico não justifica a prática de irresponsável mania.

O país cresceu substancialmente nos últimos anos, mas a consciência social do brasileiro ficou estagnada. Um grande exemplo da ascensão econômica do Brasil foi a vitória na disputa para sediar um dos maiores eventos do mundo. No final de 2007, a FIFA anunciou que o Brasil foi escolhido como sede para a copa do mundo de 2014, evidenciando assim o grau de influência do país na conjuntura mundial.

Em se tratando da Copa de 2014, o governo brasileiro está investido bilhões de dólares em obras que ao parecer do poder público estão adiantadas. Economistas por outro lado afirmam que o processo de modernização para o evento, como a exemplo da construção dos estádios e ampliação das vias de transportes, está ficando cada vez mais atrasado e muitos deles temem o superfaturamento das obras. É fácil perceber que por trás da coordenação dos projetos o “jeitinho brasileiro” prevalece. Muitos críticos defendem, por exemplo, que o atraso nos projetos é intencional e tem como objetivo principal, encher os bolsos das construtoras que cobram fortunas para terminar as construções quando a copa estiver batendo na nossa porta.

Charge Copa 2014 e a Corrupção

Charge sobre a Copa 2014 e o superfaturamento decorrente da corrupção

Resumão de Literatura do Terceiro Ano

 FASES AUTORES OBRAS IMPORTANTES PONTOS MARCANTES
Pré Modernismo Euclides da Cunha Os Sertões Ruptura com o passado.

Denúncia da Realidade.

Regionalismos.

Tipos marginalizados.

Interação político-social.

“Descoberta do Brasil”.

Lima Barreto Recordações do Escrivão Isaias Caminha
Triste Fim de Policarpo Quaresma
Monteiro Lobato Urupês

Negrinha

Augusto dos Anjos Eu
Graça Aranha  
Modernismo de 22 Mario de Andrade Há uma gota de sangue em cada poema
Pauliceia desvairada

Macunaíma

Características precedentes.

Poemas-Piada.

Verso Livre / Fala Popular.

Prosa próxima ao povo.

Paródias.

Oswald de Andrade Pau Brasil
Infância
Memórias Sentimentais de João Miramar
Serafim Ponte Grande
Manoel Bandeira Carnaval
Libertinagem
Alcântara Machado Brás, Bexiga e Barra Funda.
Modernismo de 30 – Poesia Cecília Meireles O romanceiro da Inconfidência

Espectros

Amadurecimento.

Poesia Sintética.

Versos livres.

Questionamento da realidade.

Espiritualismo/Intimismo.

Nacionalismo e universalismo.

Cosmovisão.

Crítica concreta.

Vinicius de Moraes  
Jorge de Lima Tempo e Eternidade

Poemas Negros

Murilo Mendes Tempo e Eternidade

O Visionário

Contemplação de ouro preto

Drummond de Andrade  
Modernismo de 30 – Prosa / Regionalismo de 30 José Américo de Almeida A bagaceira Realismo crítico.

Situação do trabalhador rural.

Linguagem próxima da fala.

Divisão em Ciclos:

  • Cana-Cangaço
  • Baianos
  • Sul
  • Urbano
  • Seca Nordestina
Rachel de Queiroz O Quinze
Graciliano Ramos Vidas Secas

São Bernardo

Angústia

Caetés

José Lins do Rego Fogo Morto
Menino de Engenho

Doidinho

Bangue

 

Jorge Amado Gabriela Cravo e Canela
País de carnaval

Tieta do Agreste

Capitães da Areia

Érico Veríssimo O tempo e o vento
Marques Rebelo A estrela sobe
Geração de 45 João Cabral de Melo Neto O engenheiro

O cão sem plumas

Morte e Vida Severina

 
Poesia contemporânea Ferreira Gullar    
João Guimarães Rosa  
Clarice Lispector  
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